Lisboa, cidade para todas as idades,cinco milhões de euros por ano para adaptar 500 habitações que garantam a segurança e autonomia dos mais idosos

 

A autarquia refere que o objetivo é "assumir a responsabilidade social" da cidade, "de forma integrada, aberta e próxima à população" com mais de 65 anos, que já representa um quarto dos lisboetas. Ou seja, mais 130 mil pessoas nesta faixa etária. Dos quais, 85 mil vivem sozinhos ou com pessoas da mesma faixa etária. Uma população que se concentra especialmente na coroa norte - Ajuda, Belém, Campolide, Carnide, Benfica, São Domingos de Benfica, Lumiar, Santa Clara e Olivais - e depois em alguns núcleos, como Arroios.

 

Adaptar 500 casas

 

No mesmo sentido, o programa tem cinco milhões de euros por ano para adaptar 500 habitações que garantam a segurança e autonomia dos mais idosos

 

. Está também prevista a criação de um serviço de apoio a 6000 cuidadores informais, até 2021, com um investimento de 250 mil euros/ano.

 

Além de infraestruturas, este apoio à terceira idade vai traduzir-se também em requalificação e contratação de pessoal. Nomeadamente no serviço de apoio domiciliário, onde o objetivo é ter mil lugares e um referencial de formação. Alargando desta forma o serviço, mas também qualificando os profissionais que o fazem.

A compra de equipamentos e reabilitação de imóveis nas entidades da rede social vão ser apoiadas pela criação de um fundo com cinco milhões de euros. Muito deste fundo será usado provavelmente para concretizar as ideias e necessidades que os parceiros vão apresentar.

Hoje e anualmente será lançado esse desafio a quem está no terreno e às populações para as quais estas medidas se aplicam. Elas dirão que mudanças precisam de fazer nos seus serviços ou instalações para melhorar a resposta social que desenvolvem. Pode ser adaptar uma cozinha a pessoas com menos mobilidade ou a compra de um transporte.

Todos estes investimentos vão no sentido de "implementar respostas integradas" e de "proximidade com todos os agentes que trabalham com e para a população com mais de 65 anos". Para garantir que a oferta de respostas é adequadas à população, o programa prevê ainda "aprofundar o conhecimento sobre as necessidades de intervenção local face ao fenómeno do envelhecimento".

Lisboa conta com este plano de ação estar a preparar-se para a população mais envelhecida, sendo uma cidade amiga de todas as idades. O modelo de ação vai incluir todas as instituições que trabalham com esta população: além da Câmara e da Santa Casa, vão ser incluídas a Segurança Social e a Administração Regional de Saúde. Já que vai ser importante saber por exemplo, se um idoso está internado, se tem alta e se a casa para onde vai regressar está adaptada às suas necessidades, por exemplo, de mobilidade.

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