Consumo de proteína ajuda a prevenir a perda de músculos em idosos.

                                                             Idosos fazem exercícios em academia em São Paulo - Karime Xavier/Folhapress

 

Uma pesquisa publicada na revista especializada Geriatrics & Gerontology International comparou a musculatura de três grupos: mulheres idosas que só faziam exercícios físicos, mulheres que só tomavam suplementação proteica (conhecida como whey protein) e mulheres que combinavam os exercícios e a ingestão de whey

 

As voluntárias, que tinham entre 65 e 80 anos, foram acompanhadas por 24 semanas. Aquelas que combinaram exercícios com suplementação tiveram um ganho significativo de massa muscular. O mesmo ocorreu, mas em menor escala, com as que só faziam exercícios. As que só tomavam a suplementação não apresentaram ganho de musculatura.

 

O padrão se repetiu na análise de força de preensão palmar (a força nas mãos) e na velocidade de marcha dos idosos. O estudo —com algumas limitações, como o curto tempo de acompanhamento e o fato de ter sido feito só com japonesas saudáveis— reforça dados importantes para a terceira idade.

 

A preocupação com os músculos dos idosos não é estética (mas não tem problema se for também, claro). O maior problema é a condição conhecida como sarcopenia. A falta de músculos acaba afetando atividades diárias e aumenta a chance de morte por quedas e infecções. 

 

Segundo Maisa Kairalla, geriatra da Unifesp, alguns sinais de fraqueza podem ser percebidos com o caminhar lento, a necessidade de ajuda dos braços para se levantar do sofá e até o arrastar de chinelos pela casa. 

 

No Brasil, a condição afeta cerca de 15% da população idosa em geral, mas a proporção aumenta com a idade e chega a 46% nos maiores de 80 anos.

 

“Ter massa muscular é a coisa mais importante do envelhecimento”, diz Myrian Najas, nutricionista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). “Ser uma pessoa ativa que faz exercícios físicos e come de forma adequada aos 70 anos é perfeito.”

 

Mas o cenário ideal é difícil de ser alcançado na vida real, segundo os especialistas. Primeiro, pelos níveis de sedentarismo no país, que vêm aumentando, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Desde 2002, a taxas de inatividade no Brasil cresceu mais de 15%. Dados de 2016 mostram que 47% dos brasileiros não se exercitam o suficiente.

 

Entra nessa conta também a diminuição da prática de esportes e exercícios com o avanço da idade, de acordo com dados da pesquisa Práticas de Esporte e Atividade Física, da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.

O outro empecilho tem a ver com os costumes alimentares dos idosos, com maior consumo de carboidratos.

 

“Além da perda natural de massa muscular, problemas de dentição e falta de apetite fazem com que os idosos comam menos proteínas. Isso somando ao menor nível de atividade física faz com que eles percam muita massa”, diz Nelson Iucif, diretor do departamento de nutrologia geriátrica da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia). 

 

As dificuldades na cozinha também podem fazer diferença, diz Kairalla. “O idoso muitas vezes não quer cozinhar ou não tem quem cozinhe para ele. Ele precisa ter força, capacidade de deglutir, ter calma e precisa fazer a comida.” 

Segundo um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, o ideal é ingerir, diariamente,  1,6 g de proteína por quilo — ou seja, 112 g se você pesa 70 k

 

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/01/consumo-de-proteina-ajuda-a-prevenir-a-perda-de-musculos-em-idosos.shtml?fbclid=IwAR3awlr17MI-8VmykE85Rrlr-Isn7dQt3PDJkJnWt0-wjDMp2XB_ArZ37d8#_=_

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