Robôs cuidadores dos vovôs e das vovós – Parte 1 por Marcelo Levites -25/02/2019

 

MARCELO LEVITES é médico, clínico geral, coordenador do programa de longevidade do Hospital 9 de Julho, diretor da SOBRAMFA - Educação Médica e Humanismo, mestre em Educação e doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP).

 

 

 

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Hoje vou iniciar uma série de textos a respeito da estreita relação entre robôs e os vovôs e as vovós. A ideia é discutir o quanto os robôs irão poder ajudar os mais velhos em tarefas cotidianas.

Amigos de lata que podem ajudar as pessoas a levantar objetos pesados, avisar um familiar quando há uma emergência médica ou até a fazer tarefas domésticas, como limpar a casa, por exemplo.

Esse assunto está ganhando corpo porque os especialistas estão preocupados com o constante e real envelhecimento da população mundial. Este ano, por exemplo, haverá mais pessoas acima dos 65 anos do que com menos de cinco anos pela primeira vez na história da humanidade. É muito assustador, não é mesmo?

E a preocupação é simples. Não haverá pessoas mais jovens para cuidar de tantos idosos, a menos que os robôs ajudem.

Nos próximos anos, os tipos de robôs de que as pessoas precisam mudarão, mas por enquanto, a robótica é dominada por máquinas industriais, para montar carros ou equipamentos elétricos.

 

A revista The Economist publicou um artigo mostrando que os países que investem em robótica são também os que mais envelhecem proporcionalmente.

Embora o assunto seja um pouco futurista, precisamos pensar em como seremos quando estivermos na categoria de vovôs e vovós. Lembrando sempre que a robótica não exclui nossa tríade da longevidade (alimentação saudável, exercício físico regular e vida social ativa). Vamos continuar a discutir este assunto robótico. Viva mais e melhor.

 

The Economist

Ajudante da vovóUm mundo envelhecido precisa de robôs mais engenhosos

 

Em vez de pegar o emprego das pessoas, as máquinas ajudarão a cuidar delas na velhice

 

" When  gill pratt sentou para discutir o trabalho de executar o Instituto de Pesquisa Toyota, nova divisão de pesquisa da montadora, seus entrevistadores japoneses escreveu uma palavra em um pedaço de papel e pediu-lhe para falar sobre isso. A palavra era demência. Isso pode parecer um assunto estranho para colocar em uma das figuras mais respeitadas no mundo da robótica, um homem que já havia executado uma competição para encontrar robôs semi-autônomos artificialmente inteligentes para o Pentágono. Mas, diz Pratt, o interesse da empresa no envelhecimento era uma grande razão para ele aceitar o emprego. "A questão para todos nós", diz ele, "é, como podemos usar a tecnologia para melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem?"

Envelhecimento e robôs estão mais intimamente relacionados do que você imagina. Países jovens com muitas crianças têm poucos robôs. Nações em envelhecimento têm muito. Os países com o maior número de robôs por trabalhador industrial incluem Coréia do Sul, Cingapura, Alemanha e Japão, que possuem algumas das forças de trabalho mais antigas do mundo."

 

https://www.economist.com/international/2019/02/16/an-ageing-world-needs-more-resourceful-robots

 

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