Estudo feito com mais de 3.500 idosos descobriu que aqueles que passaram pelo menos 3,5 horas por dia vendo TV tiveram maior declínio na memória..

 VivaBem UOL SP -  02/03/2019

 

Como o estudo foi feito Os 3.590 participantes com mais de 50 anos e que não tinham demência responderam à pergunta de quantas horas, em média, assistiam à televisão por dia da semana e no fim de semana.

 

A cognição foi medida por meio de testes para memória verbal e fluência semântica. A memória verbal verbal foi avaliada por meio de uma tarefa em que os participantes ouviam 10 palavras por uma voz gravada, uma a cada 2 segundos. Eles deviam recordar o maior número possível de palavras imediatamente e após um pequeno intervalo de tempo, durante o qual completaram outros testes cognitivos.

 

Para a fluência semântica, os participantes deviam pensar em quantas palavras de uma determina.categoria (neste caso, animais) fosse possível em menos de um minuto. Os testes foram realizados entre 2008 e 2009 e seis anos depois, entre 2014 e 2015. Ao unir os resultados, eles puderam relacionar o tempo gasto em frente à TV e a qualidade da memória verbal e fluência semântica dos voluntários..

 

A análise revelou que aqueles que assistiram à TV por 3,5 horas ou mais por dia tiveram um declínio médio de 8 a 10% na memória relacionada à palavra e à linguagem nos seis anos cobertos pelo estudo. Quem viu menos TV teve um declínio médio mais baixo, de 4% a 5%.

 

Essa passividade, juntamente com os efeitos psicológicos de testemunhar cenas violentas, de suspense e gráficas, gera um estresse cognitivo, que pode prejudicar a memória. .

 

Outra explicação para os achados do estudo poderia ser que, quanto mais tempo as pessoas passam assistindo TV, menos oportunidades elas têm de se engajar em "atividades cognitivamente benéficas", como ler, jogar jogos de tabuleiro e atividades culturais...

 

A explicação, de acordo com os pesquisadores, estaria no fato de que assistir à TV é uma atividade passiva. "A televisão tem sido descrita como uma atividade cultural única, pois combina fortes e densos estímulos sensoriais densos fragmentários, de um lado, com passividade do observador, do outro", explicam os autores do estudo..

 

Os pesquisadores, entretanto, ressaltam que suas descobertas não sugerem que a visualização de TV na velhice não tenha nenhum benefício. Alguns estudos revelaram que os programas educativos de TV são veículos eficientes para o aprendizado e a TV também oferece um meio de escapar da vida em momentos de dificuldade, e muitas pessoas consideram isso uma forma de relaxamento.

 

"Mas se você está preocupado que a quantidade de televisão que você está assistindo possa ter um impacto negativo em sua saúde, aconselhamos limitar a quantidade que você assiste todos os dias e trabalhar em alguns hobbies saudáveis para sua rotina", alerta Chris Allen, da Fundação Britânica do Coração, que financiou parcialmente a pesquisa.

 

https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/02/idosos-que-passam-tempo-demais-vendo-tv-tem-mais-riscos-de-perder-a-memoria.htm?

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