O empresário Chip Conley criou uma academia para ressignificar o envelhecimento

 

 

 

16/06/2019 - Por Mariza Tavares — Rio de Janeiro

 

Chip Conley pode ser considerado um cara que nasceu virado para a lua. Aos 26 anos, assumiu um acanhado motel que se tornou a segunda maior rede de hotéis boutique (Joie de Vivre Hospitality) dos Estados Unidos.

 

Vendeu o negócio, mas continuou à frente dele como CEO durante 24 anos. Ao entrar na casa dos 50, foi convidado pelos criadores do Airbnb para ajudar a startup a ser uma referência em hospedagem. Esse foi o momento em que descobriu que os jovens empreendedores falavam uma outra linguagem, muitas vezes incompreensível para ele, que não utilizava aplicativos, nem dominava programação.

 

Chip Conley, autor do best-seller “Wisdom@Work: the making of a modern elder” — 

No entanto, se seus novos parceiros tinham uma visão digital do mundo que ele não dominava, Chip podia oferecer algo tão valioso quanto: sua experiência. Essa vivência o levou, aos 52 anos, a escrever o best-seller “Wisdom@Work: the making of a modern elder” (“Sabedoria no trabalho: a criação de um novo ancião”). Não se assustem com o peso da palavra ancião que, para o autor, traduz a relevância da bagagem que trazemos e do legado que ela representa. Na obra, mostra a importância do convívio entre gerações e de como essa troca beneficia os negócios. Também alerta para o preconceito contra os mais velhos e lembra que, em qualquer idade, podemos e devemos ser professores e estudantes, mentores e aprendizes.

 

O passo seguinte foi criar a Modern Elder Academy, que, em tradução livre, podemos chamar de Academia dos Anciãos Modernos, ou dos Novos Velhos. O empreendimento é um espaço dedicado à transição que acompanha a meia-idade. Por sinal, a duração desse período de busca e reflexão é bem elástico: os alunos da “escola” têm, em sua maioria, entre 45 e 65 anos.

 

Os workshops duram em média uma semana e o programa inclui de ioga e meditação a exercícios para desenvolver resiliência.

 

Ressignificar. Essa é uma palavra que rege as atividades da academia. Não se trata de focar em aprender coisas novas, e sim de aproveitar a sabedoria e a inteligência emocional acumuladas, transformando-as em ferramentas para as próximas etapas da jornada. Usando o livro como pano de fundo, os cursos estimulam os alunos a repensar o modelo que vem regendo suas vidas – estudar, trabalhar e depois sair de cena com a aposentadoria – para enxergar oportunidades, objetivos e propósitos.

 

Em palestras, Chip, atualmente com 58 anos, costuma definir essa geração como “wisdom keeper and seeker”, ou seja, aqueles que possuem, mas também buscam o conhecimento.

 

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