Cidade de São Paulo tem 7.002 pessoas com 50 anos ou mais vivendo em situação de rua e vulneráveis ao coronavírus.

 

 

 

 


Emilio Sant'Anna - Folha de SP - 12.mar.2020

 

SÃO PAULO

Na cidade de São Paulo, 7.002 pessoas com 50 anos ou mais vivem em situação de rua, de acordo com dados da prefeitura. Pouco menos da metade desse contingente tem 60 anos ou mais. Além de estarem mais expostos a uma série de doenças, as pessoas nessas faixas etárias têm maior risco de morte causado pelo novo coronavírus.

Parte dessa população dorme em albergues — idosos entre eles. Uma das indicação do governo do estado, no entanto, é que pessoas de 50 anos ou mais, que são parte do grupo de risco para a doença, evitem aglomerações de todo tipo.

Questionada, a Secretaria Municipal de Assistência Social não informou quais medidas a prefeitura irá tomar para a proteção da população de rua nessa faixa etária —dentro e fora dos albergues.

A situação deve piorar com a chegada do inverno, quando a exposição dessa população ao frio leva a registros de mortes recorrentes.

 

Segundo a gestão municipal, a população de rua na cidade chegou a 24.344 pessoas em 2019 —um salto de 53% em quatro anos. Em 2015, as pessoas nessa situação somavam 15,9 mil.

Esses dados, no entanto, podem ser ainda maiores. Segundo o Movimento Pop Rua, os dados do censo são subestimados e a capital teria mais de 32 mil pessoas em situação de rua.

Durante a divulgação dos dados do censo, o grupo se manifestou. “Esvaziaram o Minhocão e a cracolândia três horas antes de contar. A metodologia de exclusão foi a mesma, a única novidade foi o uso do tablet.”

 

O grupo reclama que pessoas vivendo em barracos de madeira embaixo de pontes e viadutos não foram consideradas pela pesquisa como moradores de rua —o que explicaria, em parte, a diferença.

 

A taxa de letalidade do novo coronavírus, ou seja, a quantidade de pessoas mortas em relação ao total de diagnosticadas, é de 3,4%. É uma cifra maior que a do sarampo —2,2%— , e bem menor que a do ebola —51%.

Assim como nos casos de gripe e da Sars (síndrome respiratória aguda grave, também causada por um coronavírus), o novo coronavírus costuma vitimar pessoas que tenham moléstias como diabetes (quem tem a doença tem 8,1 vezes o risco de morrer em relação a uma pessoa sem problemas crônicos de saúde), hipertensão (6,7), doenças cardiovasculares (11,7) e doenças respiratórias crônicas (7,0).

Além disso, quanto mais velha a pessoa, maior o risco: aquelas com 80 anos ou mais infectadas pelo novo coronavírus têm 6,4 vezes a probabilidade do resto da população de morrer.

 

Segundo a gestão municipal, a população de rua na cidade chegou a 24.344 pessoas em 2019 —um salto de 53% em quatro anos. Em 2015, as pessoas nessa situação somavam 15,9 mil.

Esses dados, no entanto, podem ser ainda maiores. Segundo o Movimento Pop Rua, os dados do censo são subestimados e a capital teria mais de 32 mil pessoas em situação de rua.

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